Diário de Magno Mustang: 31º dia - A fuga da cidade de metal

| sábado, 16 de abril de 2011 | 0 comentários |
Smooke Metal, 19 de dezembro de 2010 – Escapando de Smooke Metal - 02:10 AM
E então vi o guarda cair, só me restava aquele momento para pegar a arma que ele levava consigo. Nisso, Erly correu em direção as outras celas ao fundo, lá estavam o resto dos mercenários da CODEX, três homens e uma mulher formavam sua equipe, todos eles fizeram uma cara de alegria quando o viram chegar, eu apenas fiquei de guarda na porta enquanto as celas se abriam, quando que de súbito um guarda se aproximou. Me coloquei a espreita pois sabia que teria que matá-lo quando este chegasse mais próximo de nós, fiquei a escutar os passos do soldado que já estava perto. Meu dedo coçava para atirar, mas o mais provável iria acontecer, fiquei ao aguardo e quando o vi atravessar, eu já estava ciente que deveria o apagar, caso contrário, me descobririam e eu seria morto, esperei até o ultimo instante, quando que outro guarda o chamou pelo aparelho que carregava consigo, suspirei aliviado, assim nenhum mal aconteceu a nenhum dos dois.
O barbudo guiou seus amigos e ao se aproximar me apresentou, fiquei a escutar os nomes, um a um, até seus codinomes de guerra foram revelados, um se chamava Allyson, um rapaz de estatura baixa, mas tinha o apelido de “explosão”, o negro se chamava Jorge, seu codinome? Sutil, um que pouco falava se chamava Pat, “o torturador de inimigo”, e a mulher era chamada pelo nome de Laura, “a serpente traiçoeira”. Os cumprimentei e disse que um guarda tinha aparecido, mas não se demorou a o chamarem pelo walkie-talkie, assim tendo que ir embora e não se dando conta que todos estavam à solta.
Íamos seguindo o barbudo pela porta da frente, cada um agora sabia o que fazer, Erly me falou que seu carro estava no fundo da cadeia, lá atrás ficava o estacionamento de apreensão dos materiais confiscados na cidade, além das armas. Descemos as escadas até o local indicado pelo barbudo, que, aliás, tinha o codinome de “louco”, ao chegar à porta de entrada dos fundos o vi fazer gestos para os seus amigos e pelo pouco que pude entender aquilo eram sinais militares, e que ao mínimo, o gesto de Erly significava que eles deveriam invadir.
Não demorou e o sinal fora compreendido, cada um tomou sua posição e eu apenas os acompanhei, mas se tivesse que fazer algo ali, com certeza iria me virar ou acabaria sendo morto. Laura imobilizou um dos guardas da guarita de entrada, Allysson se aproximou e já foi a deter mais um, Pat foi a desligar as câmeras e Jorge foi arrombar os cadeados aonde o carro deles se encontrava e por coincidência, vi meu cadillac com todas as minhas coisas no mesmo lugar em que as deixei, uma surpresa ainda maior, além disso, as chaves ainda estavam na ignição. Erly entrou na van, ligando-a, me aproximei deles já dentro de meu carro. Até ali, tudo estava ocorrendo conforme os planos agora teriam que combinar um modo de sair da cidade antes que fossemos descoberto, “o louco” então me informou um ponto fraco da cidade possuía que era uma saída pela periferia, onde não era tão protegido como o portão central, se fossemos rápidos escaparíamos sem grandes problemas, concordei e passei a segui-lo. Cortamos o caminho por ruas secundarias e logo já estávamos no local que ele havia mencionado, era uma rua de terra que dava para uns sítios e fazendas, mas em volta se via uma grande cerca elétrica, embora a pouca segurança por perto, não demorando muito para chegamos diante do portão, esse sim contava com guardas armados, com certeza todos os soldados da causa de Antillys em proteger sua cidade. Encostamos, desci do carro e me dirigi à porta malas, abri-o, tirei uma arma de lá, sabia que iria precisar Erly e seu grupo também se prepararam porque não seria fácil escapar assim, me aproximei do barbudo, apertei sua mão e agradeci por ter me libertado daquela cela, ele apenas sorriu e disse que ainda iríamos nos encontrar, puxando de seu bolso traseiro uma pasta, informando que ali havia algumas coisas que eu deveria ler. A peguei, ao primeiro olhar era uma pasta comum, mas quando a abri fiquei de boca aberta, eram documentos e fotos que pelo visto tinham a ver com o vírus solto em todo o mundo. Olhei rapidamente, joguei a pasta no banco de trás de meu carro, apertamos mais uma vez nossas mãos. Depois disso, cada um entrou em seu veiculo e assim saímos em direção ao portão, O automóvel de Erly foi a minha frente, Jorge saiu por uma janela com um fuzil enquanto Allyson saiu na outra com os artefatos que ele mais adorava, dinamites, acelerei atrás deles, os guardas a nossa frente notaram que estávamos nos aproximando. Começaram os primeiros tiros, os companheiros de Erly revidaram, tiros e explosões cobriam o local, balas ricocheteavam e zumbiam pelo meu ouvido, umas ainda chegaram a acertar meu carro.
A van dos mercenários adentrou o portão e o arremessava longe, eu vindo atrás também saquei minha arma e comecei a atirar, acertei uns dois guardas, meu carro deu uma patinada mas logo fui a pegar o volante de novo e o coloquei o cadillac no caminho, “Explosão” jogou duas dinamites aonde estavam os veículos deles, algo fatal, as bombas explodiram tão rápido e eu ainda escutava os gritos agonizantes dos soldados, restos de carros pra todo lado. Pegamos a estrada principal que caia em uma rodovia, seguimos, e na placa estava escrito, “San Lawrence”, não era muito longe porque indicava a duzentos quilômetros, isso iria durar umas duas horas e meia de viagem, olhei ao retrovisor e nada de estarem nos seguindo, lógico, estávamos em vantagem.
Parei meu carro e Erly o dele, pela janela falamos as ultimas palavras de despedida, Allyson e Jorge sorriam no banco de trás do veiculo e Laura me mandou um beijo, fiquei vermelho e o barbudo me disse algo que poderia ser útil. Ele soube que eu tinha comentado sobre Melyssa na noite anterior, assim disse que tinha ouvido falar de um grupo que estaria na cidade, mas que se locomovia com freqüência, agradeci e parti na frente enquanto eles cortavam por uma rua de terra lateral a estrada que eu pegava, eles sumiam na poeira e mais uma vez eu me arriscava pelo meu amor...
Pat "o torturador"

Alysson "explosão"

Jorge "sutil"

Laura " a serpente traiçoeira"

Diário de Magno Mustang: 30º dia - As coisas não foram como eu pensei que seriam em SmookeMetal

| sexta-feira, 4 de março de 2011 | 1 comentários |
Smooke Metal, 18 de dezembro de 2010 – Nos portões da cidade - 05:30 AM
Ainda me lembro daqueles momentos: Leônidas me pedindo pra ver sua família, pois já estava contaminado pela mordida de um maldito zumbi, e eu tive que lhe dar aquele tiro. A forma como o rapaz me pediu me fez incapaz de recusar, além de querer salvar Melyssa, eu também desejava achar a cura para tantas desgraças. SmookeMetal  estava próximo, silenciosamente pedi dentro de mim que, por favor, minha amada tivesse ali naquela cidade. A entrada do município me deixou deslumbrado, nunca tinha visto algo semelhante em toda minha vida. Eu já havia escutado vários relatos e boatos, mas tal lugar parecia um forte de tão bem protegido.
Um enorme portão de metal foi construído pra não deixar nenhum zumbi entrar, uma cerca em volta estava cheia de corpos queimados e em estado de decomposição rápida, ao meu ver, aquilo estava eletrificado. Nas muralhas havia homens fortemente armadas, que ficavam a vigiar com rifles, esses que estavam sendo apontados para mim, minha cabeça e meu peito viraram o alvo principal de suas miras que não paravam de se mover, pontos vermelhos percorriam meu corpo, então, de súbito ouvi a voz de alguém gritando em um megafone para que eu parasse e saísse do veículo.
Desci, levantei minhas mãos, gritei que vinha em paz e me identifiquei, falei alto que estava à procura de minha namorada desaparecida. Uma pequena porta ia se abrindo em meio aquele enorme portão, um rapaz de uns vinte e poucos anos veio até mim, sem hesitar, revistou-me, parecia tudo bem até zumbis começarem a vir em nossa direção, ele gritou para que o portão fosse aberto, entrei ligeiramente no carro e adentrei a SmookeMetal. Após o portão ser fechado novamente, pude ouvir os tiros sendo disparados contra os mortos vivos.
Estacionei meu carro logo após a entrada, aquele rapaz veio até mim e falou seu nome, mas se apresentou apenas como Antilys, dizendo também que seria meu guia dentro da cidade. Estranhei porque não o conhecia direito, sempre fui desconfiado, porém acabei entrando no jogo dele, antes de acompanhá-lo, minha pistola estava guardado junto ao coldre em minhas costas, ali pra mim sempre fora um ponto estratégico pra qualquer eventualidade que acontecesse. Fiz algumas perguntas, mas ele insistia em não me dar respostas lógicas, o via responder pouco, só o necessário, já tinha notado que o sujeito estava mais desconfiado do que eu naquele instante.
Sua mão me indicava os locais que estávamos nos movendo dentro do centro da cidade, vi alguns prédios, mas me questionei por algo que logo pude notar: onde é que estavam as pessoas? Fomos indo até entrarmos no prédio da prefeitura, esse era um local gigante e de aparência conservadora, pois vários quadros e peças antigas japonesas decoravam os corredores do local. Nem deu tempo de ficar observando muito porque quando eu fui virar o pescoço, senti um golpe sendo desferido em minha nuca, mais uma vez senti a sensação que já estava virando costume em minha vida nesses tempos de holocausto, desmaiei.
A sensação de abrir os olhos não era mais algo usado por mim apenas para dormir, e sim ao acordar dos desmaios provocados pelos golpes de outras pessoas, mas bem, ao analisar o meu redor vi que estava em uma sala que tinha apenas eu, duas cadeiras, uma mesa e um cinzeiro que ornamentava o local. Já sabia que iria rolar um interrogatório ou coisa parecida, minhas mãos estavam amarradas e quanto mais eu queria me mexer mais ela apertava, parei de me debater e fiquei a espera de alguém que não demorou a aparecer, era uma mulher, branca, olhos um pouco mais puxados e com cara de mercenária.
Ela veio em minha direção, sua mão passava pela mesa e assim seguiu sob meu peito e logo já estava atrás de mim, sua mão que passava pelo meu peito já estava indo em direção a sua costa que de lá tirou uma faca, meu coração acelerou e pensei, “vou morrer”, mas não foi isso que aconteceu, ao tirar a faca, a mulher foi às cordas que apertavam meus pulsos e as cortou. Ela se sentou a minha frente e um maço de cigarros foi jogado em minha direção.
Sem muitas demoras disse seu nome, Kemu, pronto, que nem Antilys me disse o dele e só isso eu saberia. Tirei um cigarro do maço e a encarei, ela sorriu me perguntando se eu sabia o que estava acontecendo lá fora, e se estava ali para ameaçar a sobrevivência da cidade.
Eu não entendi, expliquei minha historia, mas não vi resultados positivos da parte da mulher, ao mesmo tempo em que ela parecia indecisa a cada palavra que dizia, mas infelizmente não fui solto, todos ainda achavam que eu era algum espião, pelo que Kemu me falou parecia que nesses tempos de caos as empresas cooperativas estavam roubando segredos da cidade que mais mandava matéria prima a todo o mundo, ai que veio o meu compreender porque SmookeMetal estava um forte, não era por causa dos zumbis e sim pelas pessoas que queriam invadir o local atrás de segredos.
Kemu se levantou da cadeira, disse pra eu aproveitar o cigarro, e assim estalou os dedos, dois homens altos entraram, pareciam gorilas, ou melhor, leões de chácara. Eles vieram em minha direção e ao ver o tamanho deles nem iria reagir, mas pedi pra que Kemu acreditasse em mim. Eu estava ali só de passagem, e se ela pudesse me ajudar eu realmente ficaria grato. Fui levado até uma cela e lá pareceu que ia ficar, sentei, coloquei as mãos em meu rosto, uma voz ao meu lado perguntava se eu tive um dia ruim, vir-me-ei e então dei de cara com mais um preso. Ele era barbudo, cabelos meio castanhos, e questionou se iria sair dali, fiquei a olhá-lo, mas não demorou muito para o homem sair do canto da cela e vir me cumprimentar, com a mão estendida até mim, logo seu nome saiu de sua boca, ele se chamava Erly Cristiano, estava com o braço machucado, pelo visto o tinham torturado por algo e nisso comecei a perceber o que viria para mim.
Perguntei o motivo de estar ali, ele me disse que era um mercenário e que seus amigos estavam em outras celas a poucos metros da gente, depois de faladas tais palavras eu percebi porque Kemu não confiava em mim, ela achava que eu era mais um daqueles que estariam atrás de segredos que eu nem mesmo saberiam o que eram. A noite já estava chegando e fiquei a conversar com o homem, que me disse trabalhar pra uma empresa de segurança particular chamada CODEX Segurança, mas sabe quando você sente que tem algo a mais? Então, era isso que eu pressentia, mas naquele momento o que me restava era dormir um pouco e ver o que aconteceria na manhã seguinte.

Ainda dentro da cela em SmookeMetal, 02:00 da madrugada
Um barulho me acordou. Assustado, meu primeiro reflexo foi ir com a mão em minhas costas para me proteger, um gesto em vão, é claro, já que estava preso e sendo mantido de refém, levantei e passei as mãos sobre meu rosto, quando vejo na porta da cela algo inesperado, Erly enforcava o guarda. Eu quis gritar pra ele parar, só que era tarde e se fizesse isso todos iriam estar ali em nosso encalce, então só me restou olhar enquanto ele matava o guarda e roubava suas chaves. Cuidadosamente, Erly deixou o corpo do sujeito cair aos poucos e quando já estava no chão, apenas acenou pra mim dizendo que iríamos escapar. Sem fazer qualquer barulho, ele girou a chave assim pudemos sair, peguei a pistola do guarda, meu companheiro de cela pegou a arma reserva na gaveta da mesa e uma faca, ele parecia disposta a tudo, mas antes me chamou no canto e disse: “Vamos resgatar meus amigos...”
Antillys
O centro de SmookeMetal
Kemu

Erly Cristiano - o mercenário
SmookeMetal - a noite

Diário de Magno Mustang: 29º dia - Paradise Home e suas surpresas!

| quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 | 1 comentários |
 Paradise Home,17 de dezembro de 2010 - Centro da cidade - 12:30 PM
Já tinha se passado uma hora e meia e eu avistava ao longe Paradise Home, a mensagem que recebi no rádio amador me deixou mais esperançoso, arrisquei tudo e adentrei em meio aquele povoado sem muito saber o que encontraria pela frente, de entrada via alguns carros tombados como nas outras cidades, algumas casas pegando fogo, e o que queria não encontrar, mais zumbis.
Tentei manobrar entre eles, mas acabei levando alguns na lataria, fui analisando lugar por lugar até que vi uma estação de rádio, e aqueles malditos todos reunidos lá, será que era dali que o sinal estava vindo, dei a volta pela lateral do prédio aonde parecia que tinha menos deles, coloquei a cabeça rapidamente pra fora do carro e avistei em cima do prédio uma mulher gritando a pedir ajuda, fui a procurar algum lugar seguro pra estacionar, achei um galpão e ali deixei meu carro.
Peguei algumas armas e levei comigo, corria sorrateiramente por entre os prédios que ali restavam, vi que aos fundos do local tinha uma porta metálica e que alguém acenava, o problema era como eu faria pra passar por aqueles malditos mortos vivos. Tirei uma das armas, comecei a atirar, a única alternativa era sair como um louco até onde me acenavam e assim eu o fiz, corria atirando, chutando eles, até que a porta se abriu e pulei pra dentro.
Estava com um pouco de sangue em minha camiseta, ao me levantar do chão uma mulher me abraçou e dizia que estava agradecida por eu estar ali para salvar a todos, afastei-a e fiz uma descrição de Melyssa pra ver se ela a conhecia ou se estava ali com eles, a resposta que obtive dela me deu esperanças e me encheu de alegria, ela me disse que tinha uma menina ali com as mesmas descrições que as que eu passei. Grudei a mulher pela mão, disse pra me levar até os sobreviventes, subimos umas escadas em espiral até chegar ao telhado, todos que eu vi pareciam estar agradecidos por alguém vir os salvar, perguntei pela garota e ela me apontou a uma pessoa que estava sentada a beira do telhado. Corri em direção da mesma e quando a puxei pelo ombro a chamando pelo nome de Melyssa me veio a decepção, não era ela, só alguém muito parecida, sentei e comecei a chorar, todos me olhavam e se sentiram tristes ao ver a cena.
Olhei para o alto tentando parar de chorar, limpei as lagrimas, vi que minha arma estava sem balas e então a recarreguei, chamei a todos que ali estavam, eram uns 6 mais ou menos, o carro não iria agüentar a todos e se saísse alguns iriam morrer, tentei montar um plano para que todos saíssem para outro lugar a salvo.
Risquei no chão com um pedaço do reboco que caiu do prédio, parecia até uma tática de futebol americano, mas a intenção era ver todos sãos e salvos. Pedi para a mulher abrir devagar a porta, e assim ela fez, fui à frente com minha arma vistoriando tudo, a cada degrau descido eu não encontrava nada, menos mal, eles não tinham invadido ainda o local.
Descíamos mais e mais até que vejo algo se arrastando, era um zumbi só com a metade de baixo agonizando, arrastando suas vísceras, cheguei perto e logo dei um tiro de pistola em seu cérebro para não mais sofrer já que seu corpo estava em decomposição, pelo menos o que ele arrastava. Olhei pra trás e vi a cara de espanto de todos, mas eu tinha que fazer aquilo, pois ali ninguém mais faria, ignorar o sofrimento não é comigo, então fiz um gesto com a mão para um rapaz abrir a porta lentamente como a mulher fez minutos antes. Contei com os dedos baixinhos e sinalizava pra ele abrir, logo, a porta se escancarou, o meu medo estava ali, os zumbis tinham escutado os tiros e estavam vindos pelo beco, e pareciam mais vorazes ao sentir o cheiro das pessoas que estavam ali.
O meu outro medo se concretizou, algumas das pessoas que estavam comigo saíram correndo que nem loucas, coitadas, antes mesmo de virarem o beco já foram surpreendidas e a cena que rolava depois era indescritível, muitos gritos, pedaços pra todo lado e sangue jorrando, consegui salvar apenas o garoto que abriu a porta, o puxei pelo braço e disse pra me acompanhar pois não tínhamos muito tempo e meu carro estava encostado ali perto. Fui atirando novamente, abrindo caminho entre eles, eram muitos mas acabei dando conta. Corremos em direção do veiculo e entramos, liguei rapidamente a chave que estava na ignição e partimos, perguntei o nome do rapaz, era Leonidas, bati em seu ombro e sorri, mas algo parecia errado, o garoto deu uma leve gemida, quando fui ver minha mão ela estava com sangue, ele tinha sido mordido nas costas, tirei uma toalha do banco de trás e pedi pra que ele pressiona-se a ferida, o vi chorar, estava assustado e dizia que não queria morrer, eu o acalmei falando que estava tudo bem, ele me pediu pra parar o carro, eu não quis, ele gritou e assim parei em um acostamento.
Leonidas parecia conformado, dizia que estava bem mas que queria um favor meu naquela hora, queria que eu o matasse pois assim veria sua família, e dessa forma eu fiz, ele ajoelhou e então disparei, o sangue voou em meu rosto e em minha camiseta, o garoto caiu morto na estrada, entrei no carro e continuei  minha viagem...
Leônidas                 

Diário de Magno Mustang: 28º dia - Indo atrás de Melyssa em SmookeMetal

| quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 | 0 comentários |

Paint Silver, 16 de dezembro de 2010 - Armazém dos ecologistas - 08:00 PM
Meus olhos lentamente iam se abrindo, aquela sensação eu já tinha sentido, mas sabia que não estava em coma mais uma vez. Meu corpo estava meio que pesado, fui me levantando, sentia meus movimentos voltarem e os sentidos estavam melhores.
Olhei ao redor, parecia estar em um alojamento, recordei-me rapidamente, a noite passada estava ali conversando com Paul quando de repente dormi. Depois disso não me lembro de mais nada, levantei e fui abrir a porta, esta que ao puxar fez um som horrível como se necessitasse de óleo, sai no corredor, pessoas se deslocavam de um lado para o outro, continuei seguindo pelo corredor, desci por uma escada que logo deu em outro galpão, era o refeitório, olhei meu relógio e percebi que era meio dia, hora do almoço.
Avistei o pessoal em uma mesa quadrada de madeira, igual a aquelas que têm nos parques, nas quais se vê pessoas alegres fazendo piquenique, só a única diferença é que ninguém estava com uma cara boa. Caminhava devagar em direção a eles, ao me verem eu notei o espanto tomar suas faces, sem mais delongas peguei a comida que era servida por uma mulher que sempre sorria, até pensei que era uma daquelas merendeiras de escola pública que sorri mesmo sabendo que o dia foi ruim.
Peguei a comida, fui em direção aos companheiros que ainda restavam, cumprimentei a todos e sentei-me em um canto solitariamente, remexi a comida por várias vezes, estava sem fome porque ainda me lembrava da noticia que Melyssa estava desaparecida, Paul e Cris tentaram puxar uma conversa, mas parecia estar distante naquela hora, e em meus pensamentos estava bolando um plano pra ir atrás da mulher que eu amava e nada me impediria de ir procurá-la.
Levantei depressa e disse a todos que ia atrás de Melyssa, muitos achavam loucura, mas era isso que eu deveria fazer, se não a buscasse, quem iria?
Fui em direção a sala de Luiz, pedir a ele um favor, eu precisava de suprimentos, armas e um carro para que pudesse sair no meio daquela loucura toda, resgatar minha amada onde quer que ela estivesse e nada me impediria. Subi as escadas até a sala da direção, onde Luiz se encontrava, ele estava lá com seu fiel amigo e já fui direto ao ponto: pedir o que precisava para essa minha missão pessoal. Ele não me impediu, sabia que me devia, então concordou em me ajudar.

11:00 – Já preparando pra sair
Fui encaminhado até o galpão onde estava tudo que eu necessitava, coloquei umas armas na sacola, os suprimentos e dois galões de gasolinas na mala do veiculo, já me encaminhava em direção do carro, quando Cris me dizia que aquilo tudo era uma loucura, eu não a queria escutar e ela sabia que não poderia me impedir, apenas respondi que voltaria com Melyssa a salvo porque a amava, que não deixaria nada acontecer a minha pequena. Vi que a garota não tentou me impedir, já que se acontecesse algo com Renata faria o mesmo, recebi um beijo  no rosto e um desejo de boa sorte.
Paul veio até mim, me pedia desculpas por tudo, olhei em seus olhos, respondi que estava tudo bem, que não foi sua culpa, ele me abraçou, depois daquilo entrei no carro quando que Marie veio e me beijou, fiquei sem reação, escutei o seu sussurrar ao meu ouvido me falando, “ela te ama, vá em busca dela”, suas palavras fizeram uma lágrima rolar de meu rosto, passei a mão em seu rosto e disse “combinado”, dentro do carro falei a todos que logo estaria de volta e que me esperassem.
A pista que eu tinha era que ela poderia ter se deslocado com uns sobreviventes para Smookemetal,  a cidade que distribuía mais matérias primas metálicas para todo o mundo, um lugar habitado por imigrantes japoneses.  José estava no portão, me desejava sorte e que logo voltasse porque senão ele “Al Capone” iria me buscar, sorri nesse momento, apertei sua mão firmemente dizendo com um tom positivo que voltaria e que iríamos beber umas pra comemorar.
Os portões se abriram, acelerei, a frente já via mais zumbis, apenas desviei deles pra não danificar aquele cadillac azul metálico turbinado, não me importava muito com o carro, mas teria que conservá-lo para voltar, pois não saberia se encontraria outro inteiro no meio do caminho, a gasolina também estava ficando escassa e não poderia desperdiçar nem um pingo dela, tinha meus tanques reserva, teria que guardá-los até achar Melyssa no local que me passaram, seguia vendo o horror que estava à cidade, os contaminados pareciam estar dominando tudo ao redor e isso seria uma questão de tempo de ver eles em todo lugar, a meu ver a doença alastrava bem mais rápido do que o esperado.
Fui à rodovia MG-234 e em mais ou menos umas 2 horas chegaria a Smookemetal, fui tentar ligar o rádio pra ouvir alguma noticia mas só havia estática e interferência, pelo que percebi os aparelhos de comunicação estavam falhando, mas ouvia ao fundo uma voz, não era do som do carro, olhei abaixo do painel avistando um rádio amador, peguei-o e respondi ao chamado, a voz pedia “que se tivessem sobreviventes pelos arredores que os ajudassem, muitas pessoas reunidas em Paradise Home”, esse lugar era um povoado perto da rota que eu estava indo, respondi estava indo, não esperei ele terminar a chamada e perguntei ao estranho se havia com eles uma garota chamada Melyssa , a voz começou a picotar, a interferência que não fazia o som do carro funcionar estava atingindo o aparelho, desliguei depois de ouvir a mensagem, acelerei o mais rápido que podia pela rodovia, a minha esperança era que ela estivesse com eles...


Diário de Magno Mustang: 27º dia - A chegada a Paint Silver

| domingo, 9 de janeiro de 2011 | 0 comentários |
Gurizaum
Paint Silver, 15 de dezembro de 2010 - Armazém dos ecologistas - 10:00 AM
Finalmente depois de viajar horas, quase chegavamos em Paint Silver, Nathan estava morto e nada mais poderia ser feito, o vê-lo naquela situação e o matar era inevitável mas a grande metrópole infestada por zumbis nos aguardava. Nossa meta se baseava em chegar até o armazém onde Luiz morava com seu pessoal. Antes de ocorrer todas essas tragédias, eu escutei na televisão que levara pouco tempo para o grupo de ambientalistas residentes liderados por ele colocarem sua sede em um ponto central da cidade,  assim seus ideais continuavam a se expandir, depois disso se batizaram como "Greens Woods". Luiz tinha o apelido de "Gurizaum", era de uma familia rica e nada faltava quando pedia a seu pai Jonas, um ex campeão de surf  que pelo esforço de seu próprio trabalho havia conquistado vários titulos importantes,  com isso investiu seu dinheiro em uma empresa que fazia roupas ecologicamente corretas para surfistas, além de patrocinar equipes.
Ao olhar no marcador de gasolina percebi que meu carro estava quase sem combustível, por puxar o comboio entrei na lógica que o outro veiculo poderia estar na mesma situação. Adentrávamos a cidade, eu me recordava um pouco das ruas, isso foi por causa de um antigo trabalho que fazia antes de ganhar dinheiro com publicidade, fui taxista. Segui até o centro da cidade sem nenhum problema e ao loge conseguia ver o armazém. Antes de chegar la, olhei tudo a minha volta percebendo que a cidade tinha crescido mais e prosperado com os anos.
Voltei em mim e parei de reparar algo que não mais existia, que era a beleza antes reinava em cada canto, em cada pessoa, o espaço foi infestado por zumbis que se arrastavam que nem parasitas em meio as ruas, tudo estava sujo e podre, mas o engraçado era que próximo ao armazém não havia muitos deles, o local parecia comportar muitas pessoas lá dentro, na entrada do portão principal reconheci um velho amigo, José, o braço direito de Luiz,  que desde a escola não o desgrudava. Sai do carro, caminhei poucos passos até o portão e me identifiquei, a principio vi que ele parecia não me reconhecer pela pequena passagem que colocou os olhos, parecia mesmo esforçar-se a lembrar de mim, até que eu disse, "Al Capone", ao firmar seus olhos, um simples sorriso se abriu, ouvi seu grito estridente e logo a pronuncia, "PQP", ele não acreditava que era eu, por uma porta lateral ao portão que era arrodeada de telas, a sua alegria em me ver era maior do que a de quando nos zuavamos na escola. Os ocupantes do outro veiculo atrás de mim pareciam assustados por que não sabiam o que estava acontecendo, acenei com a mão e disse estar tudo bem, Marie tomou conta do volante, ela agora conduzia o jipe até dentro da base dos ecologistas, nem demorou e as portas se fecharam, uma precaução porque um zumbi ali dentro seria um grande estrago a ser feito se ele mordesse alguma pessoa.
Visualizei tudo lá dentro, pelo que eu pude ver havia caixas, carros, armas, e muitas pessoas que usavam um uniforme em comum, todos padronizados como algum tipo de exército pessoal de Luiz. Perguntei a José aonde estava nosso amigo em comum,  dizia-me que estava em sua sala, mas que não era um bom momento aquele no qual chegamos ali, pois o que ele iria me contar seria algo que eu não iria mesmo querer saber, na mesma hora me preocupei, perguntei por Melyssa mas ele não quis me responder e balançava a cabeça com um sinal negativo, pedi que me levasse até a sala de Luiz pois queria saber o que tinha acontecido.
Subimos umas escadas, José me mostrou aonde estava a sala que devia entrar, ele apontou e bateu em meu ombro como um consolo me dizendo que ia auxiliar meus amigos, agradeci de imediato, ele sorriu e disse estar tudo bem porque iria ver do que precisávamos pra depois partir. Empurrei a porta, lá estava sentado em sua cadeira, sua face parecia de alguém preocupado com algo, ele apenas pediu para  que eu me sentasse, olhou me aos olhos, e  de imediato me abraçou.
Foi muito boa a sensação que tive ao reencontra-lo, recebi uma retribuição pelo gesto de obrigado, ele me perguntou se estava bem, eu respondi que sim, não esperei ele nem ao menos falar alguma coisa e fui logo em  perguntar de meu pessoal. Tive respostas positivas de que todos estavam alojados em suas dependencias. Agradeci a Deus por tudo, mas o que ele iria dizer agora iria ser forte, pois algo ruim tinha acontecido, não aguentava a pressão e o ar ali ficava tenso.
Ele olhou pra mim e disse que todos estavam ali, menos Mellyssa. Meu coração disparou, não queria acreditar, queria que tudo fosse uma mentira, e pedia que fosse, mas não era, ela tinha se perdido do pessoal pouco antes de chegar ali. Meu chão parecia ter caido de novo, a mulher que amava estava perdida, e agora o que iria fazer, juntei meu amigo pelo colarinho de sua camisa havaiana e perguntei aonde estavam os outros,  me respondia que lá embaixo, corri e só queria ver uma única pessoa em minha frente, Paul, foi a ele que deixei responsável a todos.
Desci o mais rápido que pude, todos me olhavam com uma cara de alegria e antes mesmo de abraça-los fui em direção a Paul, o prensei na parede e com toda a raiva do mundo perguntei aonde estava Mellysa, eu gritava alto e minha raiva aumentava muito, eu chorava e não me controlava, o conselheiro gritava em resposta dizendo que não foi culpa dele e me abraçou no intuito de me segurar.
Chorava como nunca fiz em toda a minha vida, o amigo me dizia pra manter a calma, que iríamos a encontrar e que  não mediria esforços pra isso já que tinha assumido uma responsabilidade por todos desde a minha partida, me acalmava aos poucos, Renata se aproximava juntamente com Cris, num gesto único me abraçaram, escutei calmamente suas palavras de preocupação com Mellyssa, e não só eu mas como todos estavam atrás de seu paradeiro, fui voltando a si, depois de chorar tanto me acalmei, assim pude contar tudo o que aconteceu naqueles dias que nos separamos.
Os olhares de surpresa estavam estampados no rosto de cada um, falei que Dka teve o caráter de nos trair e se espantaram mais com a possibilidade de que suspeitava de sua morte no celeiro das guerrilheiras, contei sobre o Dr. Paulo, o vírus e o primeiro infectado. Apresentei os novos integrantes da nova jornada em busca de esperança e do plano que eu tinha pensado. Depois de tudo falado e  das explicações, me acalmei, pensei o quão minha amada poderia estar assustada e sabe se lá aonde ela estaria agora, quem sabe Mellyssa não tinha morrido e essa era minha esperança maior, dentro de mim falava que ela estaria segura em algum lugar, mas onde? Onde eu deveria procurá-la? Paul me levou aos alojamentos,  me ofereceu uma bebida, disse que aceitaria uma água, ele foi a pegá-la em um bebedouro, agradeci e tomei na melhor das intenções, mas algo estava errado, meus movimentos ficavam lentos, senti meu corpo pesar, já era tarde demais pra perceber que fui drogado, aquilo tinha jeito de ser um tranquilizante do bom, antes de dormir consegui ler o que seus lábios diziam, "descançe meu amigo, o amanhã nos reserva coisas melhores". Depois disso eu capotei...
José e seu gato

O armazém

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| quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
Em minhas andanças eu recolho algo que me interessa, que me deixa ainda ser humano, isso se chama "lembrar", ou, "sentir saudades". Tenho e muito de quando a terra era um lugar calmo e pacifico pra se morar, era tudo tão lindo, as praias, cidades, as pessoas que aqui habitavam, enfim, tudo era lindo, hoje em dia só tem destruição, morte, caos e agonia. A luta pela sobrevivência continua e assim sempre será até que achemos a cura. Veja aqui algumas das fotografias que cataloguei para meu diário!
Mia, dona de uma boate em Golden Glory - desaparecida

Um poster colado logo depois da infestação

Uma modelo que trabalhava pra Hanna - desaparecida

Uma foto que encontrei no Motel que estavamos

Essa eu tirei de um cavalo na rodovia

Um famoso grupo de cosplayer de West Malibu - desaparecidos

Simone, morava perto de casa, infelizmente foi morta

Gêmeos que trabalhavam na agência de Hanna, Paula e Binho - desaparecidos

Celeste, uma das amigas de Bea

John e Mary, mortos no dia de seu casamento

Uma foto que encontrei no dia que cruzei com Jorge

Outra foto achada na rodovia

Um cantor famoso que virou zumbi

Um brinquedo que guardei depois de tirar a foto

Jovens no parque, Melyssa quem tirou essa foto

Mais uma foto de uns cavalos que corriam a beira da rodovia

A roda gigante de Golden Glory

Shiro, morto enquanto fazia seu show

Um clique de um lance de um jogo de futebol americano


Diário de Magno Mustang: 26º dia - Pressentimentos - Parte B

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Motel da rodovia SM134, 14 de dezembro de 2010 - A 40 km de Paint Silver - 07:00 AM
Aos poucos abri meus olhos, já era de manhã, Marie estava do meu lado, nós estavamos abraçados porque a horas atrás transamos, mas de um modo que eu nunca imaginei que ninguém além de Melyssa faria, senti-me culpado, só que aconteceu, isso não poderia negar. Levantei, sai rápido da cama, Marie estava a dormir e eu não a queria acordar, olhei-a, vesti minhas roupas, sai na porta dando de cara com Hanna, ela não resistiu e como forma de me zuar me chamou de "casa nova", sorri e mostrei o dedo de uma forma obscena, perguntei se estava tudo bem, ela me dizia que a noite foi boa, tanto pra ela que estava de guarda como que para mim que tinha dormido com a garota das espadas, esta ainda um mistério para todos nós.
Desconversei sobre minha noite, lembrei de uma coisa que todos pareciam ter esquecido, sei lá, vai ver foi pelo medo que tinham dos zumbis na cidade que os fizeram encobrir o que teríamos que fazer, quem ainda se lembrava de encontrar Nathan? A sorte é que a faculdade ficava no caminho de Paint Silver, falei a Hanna para reunir os outros, iriamos embora o mais depressa que fosse daquele lugar, entrei de novo no quarto, a garota que estava comigo na cama levantou-se, nos encaramos mais uma vez, tentei escapar de uma conversa, sem êxito, porque ela me abraçou. Eu disse que era hora de ir embora e sair logo para procurar o último sobrevivente da nossa lista de cientistas.
Todos pegaram suas coisas, a ruiva já tinha falado para o grupo sobre os carros, nos deslocamos até a garagem, tínhamos que dividir as pessoas em grupo para ir uma quantia certa em cada veiculo, eu escolhi o jipe e nele comigo veio Marie que fez questão de se sentar do meu lado, e não desgrudava de sua espada, Andressa e Mathew vinham conosco enquanto que Ivan, Hanna, Arthur, e Bea ficaram com o cadillac vermelho. Saimos, a rua estava infestada de zumbis e pedaços de corpos, aceleramos e partimos, Nathan merecia ser resgatado pela pessoa que é e pela inteligência que possuia.  Pra completar nosso quadro de cientistas ele é essencial, nem paramos nas ruas pra matar zumbis pois iria demorar pelo menos uma hora pra chegarmos na faculdade e ver se o Dr. estava lá...

10:00 PM  - Bairro Universitário
Já que era o primeiro carro a puxar o comboio, consegui visualizar a faculdade a alguns metros a minha frente, todos viam o fogo saindo de algumas salas, papéis voando das janelas, carros, e outros locais totalmente destruídos. O clima de devastação estava apavorante, tudo aquilo eu só via em filme, e era difícil de se acreditar no que estava se sucedendo, se tivesse alguma estação funcionando ainda, a noticia seria do fim do mundo para o qual conhecíamos. Tentei não fazer muito barulho, atitude meio que impossível, pois aquelas criaturas escutavam qualquer barulho e qualquer coisa que se mexia era notada a centimetros, eu entendia o porque, o instinto ainda funcionava naqueles corpos podres, correr atrás de seu alimento era essencial, e nos devorar a qualquer custo se tornava uma meta para os malditos.
Parei o carro do lado do prédio central da faculdade, perguntei a Bea qual era seria a melhor forma de entrar sem que fôssemos detectados, ela me dizia que deveriamos ir pelos fundos, e para lá nos deslocamos. Prestei  atenção nas palavras que tinha me dito, o plano só daria certo se evitasse-mos ao máximo fazer algum barulho, porque se acontecesse algo que os chamasse a atenção, logo, eles acumulariam ao nosso redor. Hanna queria me acompanhar mas não deixei, dessa vez segui sozinho, a ruiva e a doutora eram as mais treinadas pra ficarem a cuidar do pessoal ali. Elas não queriam mas acabaram por entender tudo o que estava acontecendo, tínhamos que trabalhar em equipe, disse a elas que cuidassem de todos que logo já estaria de volta.
Adentrei ao local, o que se via pela frente era o reflexo do que não queria, havia destruição, anarquia, alunos e professores mortos, salas totalmente destruidas, elevadores quebrados, e tudo o que era eletrônico ali não mais funcionava. Antes de pegar a escada passei pela sala dos professores, eu já dei aula a um tempo atrás nessa mesma faculdade e sabia que todo professor tinha uma escala que ficava marcada no mural, fui até lá e vi o nome de Nathan, sua aula era no 2º andar sala A-B, voltei correndo de onde vim, subi as escadas pro segundo andar, achei a sala e a porta suja de sangue, encontrei logo de cara um zumbi devorando uma aluna, cheguei mais perto e quando percebi o inesperado estava acontecendo, Nathan, sem um braço e metade da face desfigurada, ele gemia e mastigava o que arrancara da mulher ao chão, por instinto percebeu a minha chegada em pouco tempo pois nem esperou eu o chamar, ele se arrastava em minha direção, ele só queria saber de me devorar, então não exitei, pedi pra Deus me perdoar por matar meu amigo que não mais residia naquele corpo, disparei duas vezes em sua cabeça, seus miolos voaram para o quadro negro logo atrás dele.
Voltei correndo mas, no meio do corredor me encontrei com alguns zumbis, visualizei um machado numa saida de emergência e o peguei, decepei mais cabeças do que esperava, corri até o pessoal, eles me olhavam com expectativas achando que Nathan viria logo atrás, e ao balançar a cabeça negativamente todos perceberam que não o encontrei com vida, entramos rapidamente nos carros e partimos pra Paint Silver, finalmente ia sair daquele local minha ansiedade para rever meus amigos era grande, e mais uma vez rezava pra encontrar todos bem e com vida...

Diário de Magno Mustang: 26º dia - Pressentimentos - Parte A

| sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
Motel da rodovia SM134, 14 de dezembro de 2010 - A 40 km de Paint Silver - 00:30 AM
Era madrugada, sentia me aliviado por ter escapado daquela cidade com vida, a garota com sua espada, tinha me salvado do perigo de ter virado um morto vivo, Bea nos avisou que deveríamos parar o micro porque a gasolina estava acabando,  nossa sorte é que avistamos um pequeno motel ali por perto, ela falou que teríamos que parar ali mesmo, e passar a noite naquele estabelecimento, só que antes deveríamos checar se o lugar estava habitado por pessoas vivas ou pelos zumbis.
Novamente Hanna e eu éramos os mais apropriados a fazer aquele reconhecimento, deixei a Dr. com uma pistola carregada e mais outras coisinhas guardadas dentro do veiculo, descemos, fui na frente, Hanna vinha logo em seguida, fomos a recepção, havia um morto ao chão, parecia ser o dono do lugar pois era um senhor de um cinqüenta e poucos anos e ao nosso ver tinha acabado de ser devorado, a ruiva nem pensou duas vezes e deu um tiro na cabeça dele por precaução, saímos pelos fundos e vimos um casal totalmente zumbificados, mais uma vez ela não teve dó e os matou, nos separamos e cada um foi a ver os quartos, nada aparentemente estava errado, retornamos para o micro e falamos a todos que já estava seguro e que poderiamos ficar sossegados ao passarmos a noite ali.
Bea encostou nosso transporte quase sem gasolina em uma pequena garagem, foi sorte o veiculo ter conseguido entrar em um lugar tão apertado. Separamos o pessoal em grupos, Ivan e seu assistente estavam no quarto 1, Mathew e Andressa no quarto 2, o terceiro quarto ficou com Hanna e Bea, enquanto que o quarto numero 4 ficou comigo e Marie, assim cada um com seu par foi-se a se instalar nas pequenas acomodações nada luxuosas. Me disponibilizei para ficar no primeiro turno que ia até as 4 da manhã, depois Hanna me renderia para poder descansar um pouco, fizemos um trato de as 8 da manhã partir. Antes mesmo de pegar meu posto disse ao grupo que iria a procurar algum carro que tivesse gasolina pois senão estaríamos a pé, andei em todos os cantos, vasculhei cada centimetro daquele motel, que por sinal parecia um castelo e nada de encontrar algum carro com gasolina, passou em minha cabeça que encontrar gasolina naquele local era como procurar piolho na cabeça de um careca.
Faltava procurar em uma garagem, tive sorte, ao checar o que tinha la dentro tive uma boa e grande surpresa, o dono do estabelecimento tinha um jipe e um cadillac vermelho, fui ver o quanto tinha de gasolina, o ponteiro indicava meio galão, no outro veiculo a mesma coisa, já era algo bom ao meu ver, fechei a porta da garagem, virei-me de repente e levei um susto ao ver Marie aparecer do nada em minha frente, quase fiz uma besteira e falei a ela pra não fazer mais isso porque sem querer poderia atirar achando que era um zumbi, ela sorriu me chamou de "bobinho", perguntei o que fazia ali e apenas recebi uma resposta de que saiu para tomar ar puro, ela me perguntou se poderia ajudar a vigiar as coisas comigo naquela madrugada.
Falei que sim, já que por ser deveras demais de hábil com sua espada não iria dizer não, então, voltamos para nosso quarto, disse a ela que encontrei outros carros e que dariam pra chegar até Paint Silver, recebi o mesmo sorriso de antes, Marie me indagou algo meio cabuloso,  perguntou se um dia haveria cura pra todos aqueles que foram contaminados, fiquei sem palavras, abaixei minha cabeça, apenas respondi que tentaria de tudo pra que encontrassemos pelo menos algo que pudesse salvar nosso mundo e as pessoas que ainda habitam nele, desse maldito virus.
Ela tirou de seu bolso uma foto, com a garota estava uma outra mulher, essa também de aparencia jovial e linda, disse-me que era sua irmã e que teve que sacrifica-la logo após ter sido mordida por um zumbi, uma lágrima caiu de seu olho, novamente me faltou palavras, apenas a abraçei, ela me apertava forte, os olhos claros me seduziram como que a uma miragem, sentia a tristeza de seu coração, largou-me e olhando para mim não resistia, houve então um cruzamento de forte de nossos olhares, fomos a nos aproximar para um beijo, quando que Hanna batia a minha porta  me perguntando se eu iria fazer a ronda, sai rápido daquele clima, a ruiva percebeu isso e se retirou meio que sem graça do local, falei a Marie que deveriamos ficar de guarda, vesti minha camiseta, logo, fui para fora, quase que por um instante trairia a mulher que amo, mas não sei porque algo em Marie me atraia, pelo que percebi, até o fim da noite saberia..


4:00 da manhã
Passei meu posto para Hanna, ela segurava a sua metralhadora como que se fosse a um filho, entrei sozinho no quarto porque Marie cochilava, momentos antes a  pus na cama e quando retornei ainda estava la, sentei-me ao lado da garota, fiquei a vê-la dormindo, passei suavemente minha mão sob sua cabeça, alisava o cabelo dela e depois dei um beijo em sua cabeça e baixinho a agradecia por ter me salvado, desejava boa noite. Deixei minha arma em cima do criado mudo, fui ao banheiro para tomar uma ducha, algo me dizia que aquele ali seria o último banho descente que tomaria dali pra frente, Paint Silver com certeza estaria como as outras cidades, um caos total.
A água descia em meu corpo e eu apenas me sentia aliviado, passava em minha cabeça a pergunta que Marie tinha me feito horas atrás, "um dia haveria cura pra todos aqueles que foram contaminados?", eu queria dizer que sim, mas não podia afirmar algo que não tinha previsões de acontecer, pois se a doença continua-se e se não achassemos a cura como seria o mundo? O governo com certeza já teria alguma meta a se cumprir para descontaminar as cidades, mas qual seria? Deixei de pensar naquilo porque depois do daquela chuveirada merecia um descanço e assim poderiamos continuar nossa jornada. Terminei meu banho, coloquei de novo minhas roupas e sai para quem sabe dormir, Marie ainda continuava seu sono, vi que teria que dividir a cama com ela, fui para o lado esquerdo da mesma, puxei os lençois, deitei-me, pensei assim em relaxar, desliguei o abajur do meu lado, fiz minha oração pedindo pra que tudo voltasse a ser como já foi a um dia, me virei e assim achava que iria cochilar um pouco, repentinamente senti um abraço, eu não sabia o que fazer, ela cochichou ao meu ouvido, virei-me e de novo nos encaramos, não resisti em ver seus olhos, e então a beijei, sentia me vulnerável, e so pensava em continuar o clima de prazer entre a nós, seu corpo encostava no meu e ao beija-la senti que estava sem roupas, ela me pediu pra que a tomasse por aquela noite, e assim realizei seu desejo que era o mesmo que o meu, enquanto isso Hanna estava lá fora e a neve começava a cair naquela madrugada....
A faixada do Motel que ficamos

O Cadillac vermelho

E o Jipe
Marie e sua irmã

Diário de Magno Mustang : 25º dia - Aonde está Nathan?

| terça-feira, 14 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
Candle City, 13 de dezembro de 2010 - Bairro de Storage, 25º dia - 06:00 AM
Já tinhamos passado da entrada de Candle City, a cidade estava como as outras, cidades devastadas pelo medo total, engarrafamentos gigantescos, pessoas mortas, começava a virar normal ver muitas sendo devoradas e perseguidas pelos outros mortos que andavam na terra como zumbis, lojas destruídas, saqueadas por gente que queria apenas sobreviver a aquele inferno , era um mundo agora dominado pelo ditado "o maior sempre sobrevive e o menor é devorado, ou sacrificado!".
Tentamos ser discretos, pedi pra Bea desligar as luzes do onibus e seguimos devagar, mas era impossivel dos zumbis não escutarem o barulho do motor, começaram a nos seguir, era algo já previsto, encontrar Nathan seria a maior busca que poderiamos ter, pois até aqueles breves instantes eu não sabia se ele estava vivo, então os locais mais prováveis a procura-lo era, na casa de sua namorada, em seu apto ou ir direito a faculdade aonde ele coordenava seus vários projetos de química.
Decidimos seguir a rota que programamos no meio da viagem, fomos a casa de Sophia, seu apartamento bem localizado no bairro de Storage, sem dúvida alguma um lugar lindo de se viver, e de acesso a poucos. Dei as coordenadas a Bea, me recordava do lugar, pois ano passado tinha festejado com os dois o ano novo. Chegamos em menos de 10 minutos, o hotel em que ela morava ao se ver por fora notava-se o qual enorme e estupidamente lindo era,  triste mesmo em pensar que agora não chamava mais tanta atenção, pelo lado de fora o quanto foi afetado toda a estrutura do imóvel, tanto por que estava destruido em sua grande maioria. Sai da van, chamei Hanna, solicitei que ela seria meu apoio, e que Bea ficasse responsável por nos dar escolta quando saíssemos dali. Ela teria que esconder o veiculo na garagem e nos esperasse porque não iríamos demorar, assim foi se a conduzir o mesmo até o fundo do prédio  e ali ficou a nos esperar, Hanna e eu entramos, no saguão havia algums mortos, vários pedaços de corpos mastigados espalhados, alguns zumbis aos fundos perambulavam, tinhamos que agir rapido, antes de sair do micro peguei um machado que tinha encontrado ao chão no celeiro, corri o mais depressa que pude em direção a um morto vivo, a ultima visão que ele teria seria em ver aquele objeto a lhe decepar a cabeça, mais dele vinham até nós,  a idéia do plano consistia em procurar o quarto da namorada de Nathan, olhei pra ruiva e elaborei outro plano antes que morrêssemos,.enquanto eu ia eliminando os zumbis pedi a Hanna que fosse a vasculhar os livros de registros, isso iria nos adiantar para saber em que direção procurar, agil como de se esperar ela pulou que nem um felino do outro lado do balcão, pegou um caderno e nele continha marcado, " Sophia Lemos, quarto 23 A, terceiro andar."

A ruiva me gritou, corri até o balcão, perguntei se encontrou o que procurava, recebi um gesto de positivo quando ela balançou a cabeça, vi que tinha encontrado as informações sobre a mulher, ela pulou de volta mais rápido do que ao entrar ali atrás, fomos direto ao elevador, eu desesperado por ver tantos zumbis a chegar apertei o botão para que subisse, demorou um pouco mas o elevador havia chegado, quando a porta se abriu Hanna foi a correr pra dentro e tão depressa ela teve uma surpresa, não tinha elevador algum lá, um monte de fios soltavam faiscas, por instinto consegui pegar Hanna pelo braço, a puxei de volta antes que caisse, recebi seus agradecimentos quando a puxei e vimos que a melhor alternativa eram as escadas. Corremos, fomos subindo andar por andar até chegar ao nivel esperado, prosseguimos em um grande corredor, logo achamos o quarto 23 A, fiz um sinal pra Hanna, combinamos um gesto, íamos contar silenciosamente até 3 e entraríamos. Comecei, "um, dois, tr...", antes de terminar de contar ela arrombou a porta, haviam dois zumbis devorando uma mulher, Hanna atirou bem ao cérebro dos malditos, fui ver quem era, não era Sophia, devia ser uma amiga, ou sei lá.  Adentramos aos outros cômodos, mais um zumbi nos esperava, era uma mulher, e não queria que fosse quem estávamos procurando, só que no fim das contas era ela, estava com o cérebro exposto, as tripas de sua barriga que se arrastavam ao chão, vi se aproximar,veio em minha direção, pedi apenas que me perdoa-se e arranquei sua cabeça com apenas um golpe que a fez rolar até embaixo da cama, sinalizei a Hanna e falei que deveriamos ir embora, não antes a ruiva pegou o celular de Sophia sobre a mesa, me mostrou que havia uma chamada perdida de Nathan a uns 3 dias atrás, ela ligou, só chamava e ninguém atendeu, disse pra tentarmos mais tarde.
Do mesmo jeito que entramos já saimos a correr dali, o prédio começava a ser invadido pelas malditas criaturas, eles viam de todos os cantos, olhei por uma janela e vi que vinham aos montes, a cada segundo, a cada instante, voltamos no primeiro andar, mas nós tínhamos que descer até chegar a garagem do prédio, procurei por nosso veiculo e não achava, gritamos por eles, até que de longe vi Bea, fui em direção a ela e disse que tínhamos que fugir o quanto mais rápido dali porque os zumbis estavam invadindo.
Todos estavam la dentro, Ivan me perguntou sobre Sophia, disse negativamente balançando a cabeça que ela não estava mais entre nós, e que tive que mata-la por que era um zumbi, as chances pra encontrar Nathan estavam curtas, tínhamos agora seu apartamento, a faculdade e se Deus nos ajudasse tínhamos ali um celular com seu numero. A salvo dentro da van a Dr, Beatiz disse que iria acelerar, e assim fez, saímos em disparada e levando vários zumbis, ela passava por cima deles, dava pra se ouvir o barulho de ossos quebrados e cérebros esmagados pelo pneu do micro ônibus, eram muitos, ao ver tal cena as vezes parecia que eu perdia minha esperança em tudo, mas não devia, eu tinha que me recompor, pensar em Melyssa, ela é a razão do meu existir, assim seria por toda a vida.
Já estávamos na estrada, pegamos uma rua que dava bem próximo ao apartamento de Nathan, prosseguimos até a porta de entrada, e la vinham eles, zumbis, e aos montes como em toda cidade por quais já tínhamos passado, tentei ligar de novo, mas sempre chamava, chamava e ninguém atendia,, até pensei "aonde é que aquele maluco estaria?". Queria pensar que vivo. Pedi a nossa motorista que nos deixássemos em  frente ao prédio por que entraríamos para tentar  acha-lo. O bom é que eu me lembrava de onde era e do número 12 de sua porta, subimos pela escada porque não queria me atrasar de novo, não deviamos correr o risco de perder ninguém ali, Hanna mais uma vez vinha me ajudar, chegamos ao corredor, duas portas depois da escada estava a dele, entramos,  lá dentro não tinha nada, tentei ligar pra aquele lesado de novo, escutei um barulho, um toque de celular, fui verificar e vi que o o barulho vinha de um aparelho que estava em cima da cama, nossas chances de encontra-lo resumiu-se em uma, agora a faculdade era nosso último destino.
Descemos até a entrada principal, muitos zumbis  nos bloqueavam, em minha mão continha apenas um machado, a arma de Hanna parecia estar sem muita munição, o fim era eminente, mas do nada vimos um barulho dilacerando os zumbis, pedaços iam aos ares, partes eram expostas, e num salto por cima deles uma garota caia em pé a nossa frente, consigo tinha uma espada, eis o motivo de tantos mortos vivos destroçados, sorria pra mim como que se nada estivesse acontecendo, enquanto sua espada pingava sangue daquelas coisas mais deles apareciam, ouvi ela dizer ,"vamos, temos que sair daqui!". Fui fiel a suas palavras e corri o quanto pude ao nosso veiculo juntamente com Hanna, a garota com sua espada viam logo atrás da gente a arrancar mais umas cabeças, o carro arrancou, e a via, ainda estava a matar os zumbis, eu não podia a deixar pra trás, pedi para Bea que abrisse a porta , estiquei minha mão e então a chamei, ela correu, e de novo saltou por um zumbi agarrando minha mãoaté a altura do pulso, a puxei pra dentro e sem muito ar a ouvir agradecendo, logicamente a retribui, sem ela estariamos mortos, perguntei seu nome, escutei  "Marie Beaumont".
A elogiei falando que era boa com uma espada na mão,  ouvi a resposta,  "meu pai me ensinou bem". Agradeci mais uma vez, perguntei mais uma vez, só que agora o que ela procurava, então ela me disse, que era o  irmão caçula de 12 anos, ele morava naquele prédio com sua mãe e padastro. Fui o procurar e por infelicidade do destino não o encontrei. Percebi sua cara triste, de se esperar pois estava com o mesmo jeito, pois não sabia como Melyssa estava, ela queria que que Bea parasse o carro porque queria voltar e o procurar, não deixei, senti seriedade em sua fala quando disse que me mataria se eu não a deixasse ir, fingi deixar, quando que a vi olhar pro lado aproveitei a oportunidade e  dei um soco  a fazendo desmaiar, seria pro bem da garota e de todos ali dentro do veiculo, disse a grupo que não tivemos êxito em encontrar Nathan em seu apartamento, então teriamos que ir ao ultimo lugar possivel aonde ele poderia estar, a faculdade...
Vista do engarrafamento

As placas sinalizando os zumbis a frente

Mais uma visão do caos

A faixada do prédio de Sophia

Sophia antes de ter a cabeça decepada

O prédio aonde Nathan morava


Marie Beaumont

Arquivos Extras 2 - Mostrando fotos e fatos!

| domingo, 12 de dezembro de 2010 | 0 comentários |
Mais uma vez expondo nesse capitulo de meu diário, fotos e fatos que aconteceram no meio do caminho, lembro em ter relatado isso a meus amigos mas de nada podiamos fazer a não ser rezar e lamentar pelos nossos mortos...
Uma praia de West Malibu depois da infestação

Praia do silêncio, localizada no litoral de Bora Palms

Logo após a noticia da doença manifestantes queimam carros

logo depois eles viram zumbis...
e mais zumbis...

Até as crianças não escaparam do vírus...

Os chefões do governo

Foto de duas modelos que trabalhavam pra Hanna