Candle City, 13 de dezembro de 2010 - Bairro de Storage, 25º dia - 06:00 AM
Já tinhamos passado da entrada de Candle City, a cidade estava como as outras, cidades devastadas pelo medo total, engarrafamentos gigantescos, pessoas mortas, começava a virar normal ver muitas sendo devoradas e perseguidas pelos outros mortos que andavam na terra como zumbis, lojas destruídas, saqueadas por gente que queria apenas sobreviver a aquele inferno , era um mundo agora dominado pelo ditado "o maior sempre sobrevive e o menor é devorado, ou sacrificado!".
Tentamos ser discretos, pedi pra Bea desligar as luzes do onibus e seguimos devagar, mas era impossivel dos zumbis não escutarem o barulho do motor, começaram a nos seguir, era algo já previsto, encontrar Nathan seria a maior busca que poderiamos ter, pois até aqueles breves instantes eu não sabia se ele estava vivo, então os locais mais prováveis a procura-lo era, na casa de sua namorada, em seu apto ou ir direito a faculdade aonde ele coordenava seus vários projetos de química.
Decidimos seguir a rota que programamos no meio da viagem, fomos a casa de Sophia, seu apartamento bem localizado no bairro de Storage, sem dúvida alguma um lugar lindo de se viver, e de acesso a poucos. Dei as coordenadas a Bea, me recordava do lugar, pois ano passado tinha festejado com os dois o ano novo. Chegamos em menos de 10 minutos, o hotel em que ela morava ao se ver por fora notava-se o qual enorme e estupidamente lindo era, triste mesmo em pensar que agora não chamava mais tanta atenção, pelo lado de fora o quanto foi afetado toda a estrutura do imóvel, tanto por que estava destruido em sua grande maioria. Sai da van, chamei Hanna, solicitei que ela seria meu apoio, e que Bea ficasse responsável por nos dar escolta quando saíssemos dali. Ela teria que esconder o veiculo na garagem e nos esperasse porque não iríamos demorar, assim foi se a conduzir o mesmo até o fundo do prédio e ali ficou a nos esperar, Hanna e eu entramos, no saguão havia algums mortos, vários pedaços de corpos mastigados espalhados, alguns zumbis aos fundos perambulavam, tinhamos que agir rapido, antes de sair do micro peguei um machado que tinha encontrado ao chão no celeiro, corri o mais depressa que pude em direção a um morto vivo, a ultima visão que ele teria seria em ver aquele objeto a lhe decepar a cabeça, mais dele vinham até nós, a idéia do plano consistia em procurar o quarto da namorada de Nathan, olhei pra ruiva e elaborei outro plano antes que morrêssemos,.enquanto eu ia eliminando os zumbis pedi a Hanna que fosse a vasculhar os livros de registros, isso iria nos adiantar para saber em que direção procurar, agil como de se esperar ela pulou que nem um felino do outro lado do balcão, pegou um caderno e nele continha marcado, " Sophia Lemos, quarto 23 A, terceiro andar."
A ruiva me gritou, corri até o balcão, perguntei se encontrou o que procurava, recebi um gesto de positivo quando ela balançou a cabeça, vi que tinha encontrado as informações sobre a mulher, ela pulou de volta mais rápido do que ao entrar ali atrás, fomos direto ao elevador, eu desesperado por ver tantos zumbis a chegar apertei o botão para que subisse, demorou um pouco mas o elevador havia chegado, quando a porta se abriu Hanna foi a correr pra dentro e tão depressa ela teve uma surpresa, não tinha elevador algum lá, um monte de fios soltavam faiscas, por instinto consegui pegar Hanna pelo braço, a puxei de volta antes que caisse, recebi seus agradecimentos quando a puxei e vimos que a melhor alternativa eram as escadas. Corremos, fomos subindo andar por andar até chegar ao nivel esperado, prosseguimos em um grande corredor, logo achamos o quarto 23 A, fiz um sinal pra Hanna, combinamos um gesto, íamos contar silenciosamente até 3 e entraríamos. Comecei, "um, dois, tr...", antes de terminar de contar ela arrombou a porta, haviam dois zumbis devorando uma mulher, Hanna atirou bem ao cérebro dos malditos, fui ver quem era, não era Sophia, devia ser uma amiga, ou sei lá. Adentramos aos outros cômodos, mais um zumbi nos esperava, era uma mulher, e não queria que fosse quem estávamos procurando, só que no fim das contas era ela, estava com o cérebro exposto, as tripas de sua barriga que se arrastavam ao chão, vi se aproximar,veio em minha direção, pedi apenas que me perdoa-se e arranquei sua cabeça com apenas um golpe que a fez rolar até embaixo da cama, sinalizei a Hanna e falei que deveriamos ir embora, não antes a ruiva pegou o celular de Sophia sobre a mesa, me mostrou que havia uma chamada perdida de Nathan a uns 3 dias atrás, ela ligou, só chamava e ninguém atendeu, disse pra tentarmos mais tarde.
Do mesmo jeito que entramos já saimos a correr dali, o prédio começava a ser invadido pelas malditas criaturas, eles viam de todos os cantos, olhei por uma janela e vi que vinham aos montes, a cada segundo, a cada instante, voltamos no primeiro andar, mas nós tínhamos que descer até chegar a garagem do prédio, procurei por nosso veiculo e não achava, gritamos por eles, até que de longe vi Bea, fui em direção a ela e disse que tínhamos que fugir o quanto mais rápido dali porque os zumbis estavam invadindo.
Todos estavam la dentro, Ivan me perguntou sobre Sophia, disse negativamente balançando a cabeça que ela não estava mais entre nós, e que tive que mata-la por que era um zumbi, as chances pra encontrar Nathan estavam curtas, tínhamos agora seu apartamento, a faculdade e se Deus nos ajudasse tínhamos ali um celular com seu numero. A salvo dentro da van a Dr, Beatiz disse que iria acelerar, e assim fez, saímos em disparada e levando vários zumbis, ela passava por cima deles, dava pra se ouvir o barulho de ossos quebrados e cérebros esmagados pelo pneu do micro ônibus, eram muitos, ao ver tal cena as vezes parecia que eu perdia minha esperança em tudo, mas não devia, eu tinha que me recompor, pensar em Melyssa, ela é a razão do meu existir, assim seria por toda a vida.
Já estávamos na estrada, pegamos uma rua que dava bem próximo ao apartamento de Nathan, prosseguimos até a porta de entrada, e la vinham eles, zumbis, e aos montes como em toda cidade por quais já tínhamos passado, tentei ligar de novo, mas sempre chamava, chamava e ninguém atendia,, até pensei "aonde é que aquele maluco estaria?". Queria pensar que vivo. Pedi a nossa motorista que nos deixássemos em frente ao prédio por que entraríamos para tentar acha-lo. O bom é que eu me lembrava de onde era e do número 12 de sua porta, subimos pela escada porque não queria me atrasar de novo, não deviamos correr o risco de perder ninguém ali, Hanna mais uma vez vinha me ajudar, chegamos ao corredor, duas portas depois da escada estava a dele, entramos, lá dentro não tinha nada, tentei ligar pra aquele lesado de novo, escutei um barulho, um toque de celular, fui verificar e vi que o o barulho vinha de um aparelho que estava em cima da cama, nossas chances de encontra-lo resumiu-se em uma, agora a faculdade era nosso último destino.
Descemos até a entrada principal, muitos zumbis nos bloqueavam, em minha mão continha apenas um machado, a arma de Hanna parecia estar sem muita munição, o fim era eminente, mas do nada vimos um barulho dilacerando os zumbis, pedaços iam aos ares, partes eram expostas, e num salto por cima deles uma garota caia em pé a nossa frente, consigo tinha uma espada, eis o motivo de tantos mortos vivos destroçados, sorria pra mim como que se nada estivesse acontecendo, enquanto sua espada pingava sangue daquelas coisas mais deles apareciam, ouvi ela dizer ,"vamos, temos que sair daqui!". Fui fiel a suas palavras e corri o quanto pude ao nosso veiculo juntamente com Hanna, a garota com sua espada viam logo atrás da gente a arrancar mais umas cabeças, o carro arrancou, e a via, ainda estava a matar os zumbis, eu não podia a deixar pra trás, pedi para Bea que abrisse a porta , estiquei minha mão e então a chamei, ela correu, e de novo saltou por um zumbi agarrando minha mãoaté a altura do pulso, a puxei pra dentro e sem muito ar a ouvir agradecendo, logicamente a retribui, sem ela estariamos mortos, perguntei seu nome, escutei "Marie Beaumont".
A elogiei falando que era boa com uma espada na mão, ouvi a resposta, "meu pai me ensinou bem". Agradeci mais uma vez, perguntei mais uma vez, só que agora o que ela procurava, então ela me disse, que era o irmão caçula de 12 anos, ele morava naquele prédio com sua mãe e padastro. Fui o procurar e por infelicidade do destino não o encontrei. Percebi sua cara triste, de se esperar pois estava com o mesmo jeito, pois não sabia como Melyssa estava, ela queria que que Bea parasse o carro porque queria voltar e o procurar, não deixei, senti seriedade em sua fala quando disse que me mataria se eu não a deixasse ir, fingi deixar, quando que a vi olhar pro lado aproveitei a oportunidade e dei um soco a fazendo desmaiar, seria pro bem da garota e de todos ali dentro do veiculo, disse a grupo que não tivemos êxito em encontrar Nathan em seu apartamento, então teriamos que ir ao ultimo lugar possivel aonde ele poderia estar, a faculdade...
Vista do engarrafamento
As placas sinalizando os zumbis a frente
Mais uma visão do caos
A faixada do prédio de Sophia
Sophia antes de ter a cabeça decepada
O prédio aonde Nathan morava
Marie Beaumont