Smooke Metal, 19 de dezembro de 2010 – Escapando de Smooke Metal - 02:10 AM
E então vi o guarda cair, só me restava aquele momento para pegar a arma que ele levava consigo. Nisso, Erly correu em direção as outras celas ao fundo, lá estavam o resto dos mercenários da CODEX, três homens e uma mulher formavam sua equipe, todos eles fizeram uma cara de alegria quando o viram chegar, eu apenas fiquei de guarda na porta enquanto as celas se abriam, quando que de súbito um guarda se aproximou. Me coloquei a espreita pois sabia que teria que matá-lo quando este chegasse mais próximo de nós, fiquei a escutar os passos do soldado que já estava perto. Meu dedo coçava para atirar, mas o mais provável iria acontecer, fiquei ao aguardo e quando o vi atravessar, eu já estava ciente que deveria o apagar, caso contrário, me descobririam e eu seria morto, esperei até o ultimo instante, quando que outro guarda o chamou pelo aparelho que carregava consigo, suspirei aliviado, assim nenhum mal aconteceu a nenhum dos dois.
O barbudo guiou seus amigos e ao se aproximar me apresentou, fiquei a escutar os nomes, um a um, até seus codinomes de guerra foram revelados, um se chamava Allyson, um rapaz de estatura baixa, mas tinha o apelido de “explosão”, o negro se chamava Jorge, seu codinome? Sutil, um que pouco falava se chamava Pat, “o torturador de inimigo”, e a mulher era chamada pelo nome de Laura, “a serpente traiçoeira”. Os cumprimentei e disse que um guarda tinha aparecido, mas não se demorou a o chamarem pelo walkie-talkie, assim tendo que ir embora e não se dando conta que todos estavam à solta.
Íamos seguindo o barbudo pela porta da frente, cada um agora sabia o que fazer, Erly me falou que seu carro estava no fundo da cadeia, lá atrás ficava o estacionamento de apreensão dos materiais confiscados na cidade, além das armas. Descemos as escadas até o local indicado pelo barbudo, que, aliás, tinha o codinome de “louco”, ao chegar à porta de entrada dos fundos o vi fazer gestos para os seus amigos e pelo pouco que pude entender aquilo eram sinais militares, e que ao mínimo, o gesto de Erly significava que eles deveriam invadir.
Não demorou e o sinal fora compreendido, cada um tomou sua posição e eu apenas os acompanhei, mas se tivesse que fazer algo ali, com certeza iria me virar ou acabaria sendo morto. Laura imobilizou um dos guardas da guarita de entrada, Allysson se aproximou e já foi a deter mais um, Pat foi a desligar as câmeras e Jorge foi arrombar os cadeados aonde o carro deles se encontrava e por coincidência, vi meu cadillac com todas as minhas coisas no mesmo lugar em que as deixei, uma surpresa ainda maior, além disso, as chaves ainda estavam na ignição. Erly entrou na van, ligando-a, me aproximei deles já dentro de meu carro. Até ali, tudo estava ocorrendo conforme os planos agora teriam que combinar um modo de sair da cidade antes que fossemos descoberto, “o louco” então me informou um ponto fraco da cidade possuía que era uma saída pela periferia, onde não era tão protegido como o portão central, se fossemos rápidos escaparíamos sem grandes problemas, concordei e passei a segui-lo. Cortamos o caminho por ruas secundarias e logo já estávamos no local que ele havia mencionado, era uma rua de terra que dava para uns sítios e fazendas, mas em volta se via uma grande cerca elétrica, embora a pouca segurança por perto, não demorando muito para chegamos diante do portão, esse sim contava com guardas armados, com certeza todos os soldados da causa de Antillys em proteger sua cidade. Encostamos, desci do carro e me dirigi à porta malas, abri-o, tirei uma arma de lá, sabia que iria precisar Erly e seu grupo também se prepararam porque não seria fácil escapar assim, me aproximei do barbudo, apertei sua mão e agradeci por ter me libertado daquela cela, ele apenas sorriu e disse que ainda iríamos nos encontrar, puxando de seu bolso traseiro uma pasta, informando que ali havia algumas coisas que eu deveria ler. A peguei, ao primeiro olhar era uma pasta comum, mas quando a abri fiquei de boca aberta, eram documentos e fotos que pelo visto tinham a ver com o vírus solto em todo o mundo. Olhei rapidamente, joguei a pasta no banco de trás de meu carro, apertamos mais uma vez nossas mãos. Depois disso, cada um entrou em seu veiculo e assim saímos em direção ao portão, O automóvel de Erly foi a minha frente, Jorge saiu por uma janela com um fuzil enquanto Allyson saiu na outra com os artefatos que ele mais adorava, dinamites, acelerei atrás deles, os guardas a nossa frente notaram que estávamos nos aproximando. Começaram os primeiros tiros, os companheiros de Erly revidaram, tiros e explosões cobriam o local, balas ricocheteavam e zumbiam pelo meu ouvido, umas ainda chegaram a acertar meu carro.
A van dos mercenários adentrou o portão e o arremessava longe, eu vindo atrás também saquei minha arma e comecei a atirar, acertei uns dois guardas, meu carro deu uma patinada mas logo fui a pegar o volante de novo e o coloquei o cadillac no caminho, “Explosão” jogou duas dinamites aonde estavam os veículos deles, algo fatal, as bombas explodiram tão rápido e eu ainda escutava os gritos agonizantes dos soldados, restos de carros pra todo lado. Pegamos a estrada principal que caia em uma rodovia, seguimos, e na placa estava escrito, “San Lawrence”, não era muito longe porque indicava a duzentos quilômetros, isso iria durar umas duas horas e meia de viagem, olhei ao retrovisor e nada de estarem nos seguindo, lógico, estávamos em vantagem.
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